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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

É confirmado em Minas terceiro caso de febre amarela

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais divulgou nesta sexta-feira a confirmação de mais um caso de febre amarela no Estado. É a terceira pessoa a contrair a doença fora de Minas --uma delas morreu.

De acordo com o governo, um homem de 27 anos, morador de Pouso Alegre, esteve no município de Catalão, em Goiás, entre os dias 15 e 17 de janeiro. No dia 21, já de vota a Minas, sentiu os primeiros sintomas da doença.

O rapaz, que estava internado em Pouso Alegre, recebeu alta na manhã de quinta-feira (07). O paciente, que não era vacinado, estava hospitalizado desde o dia 3 de fevereiro. Em Pouso Alegre, não há focos do mosquito Aedes aegypti --transmissor da febre-- o que significa que os riscos de transmissão da doença são remotos, de acordo com o governo.

A secretaria realizou uma busca na região onde o rapaz mora para identificar pessoas que não foram vacinadas contra a doença.

O primeiro caso confirmado da doença ocorreu em Uberlândia, com a morte de um homem de 24 anos, que morreu em janeiro. Ele também contraiu a doença na zona rural de Goiás.

A confirmação do segundo caso, também importado, foi de um homem de 44 anos, residente em Vespasiano. O paciente esteve na zona rural do município de Marzagão, interior de Goiás, na primeira quinzena de janeiro, onde foi infectado.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Ministro da Saúde afasta risco de epidemia de febre amarela

BRASÍLIA - Não existe nenhum risco de epidemia de febre amarela no Brasil, nem do retorno da febre amarela urbana. É o que afirmou ontem o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. A situação está absolutamente sob controle, não existe nenhum risco de epidemia, garantiu durante entrevista no Ministério da Saúde.

Desde 1942, nós não temos um caso de febre amarela urbana no Brasil e continuamos não tendo. Existem apenas casos de febre amarela silvestre, que as autoridades sanitárias, o Ministério das Saúde, as secretarias estaduais e as secretarias municipais estão acompanhando, monitorando, controlando, vacinando, informando adequadamente, acrescentou.

O ministro e o secretário de Vigilância à Saúde, Gerson Penna, explicaram que a febre amarela é uma doença cíclica e que, desde outubro, o governo sabia que havia o risco de uma epidemia de dengue neste verão. Como o mosquito que transmite a dengue e a febre amarela urbana é o mesmo, o Aedes aegypti, desde então, as medidas necessárias para evitar uma epidemia estão sendo tomadas.

Temporão lembra que, desde 2000, há queda no número de óbitos por causa da doença. De acordo com números divulgados pelo ministério, naquele ano foram registradas 40 mortes, caindo para duas em 2006. No ano passado, foram cinco, número que o ministro considera pequeno.

E por que tivemos só cinco óbitos? Muito simples, porque o Brasil tem um vacina muito eficaz, produz essa vacina há 70 anos, a Fundação Oswaldo Cruz [Fiocruz] é o maior produtor mundial dessa vacina e porque o nosso sistema de saúde é organizado, funciona do ponto de vista da notificação, da vigilância epidemiológica e das medidas de controle que imediatamente são tomadas para que as pessoas fiquem protegidas, afirmou.

Em relação à corrida aos postos de saúde registrada no Distrito Federal e em cidade de Goiás, como Pirenópolis, além da falta de vacina em alguns postos, o ministro da Saúde garantiu que era um problema momentâneo. Mesmo tendo acontecido a falta de vacinas em algumas localidades, em alguns postos, posso garantir que a oferta vai continuar sendo garantida e todas as pessoas que necessitarem ser vacinadas por questão de deslocamentos profissionais serão atendidas, disse.

Ele lembrou também que a orientação é para que as pessoas que vão a áreas de risco se vacinem pelo menos dez dias antes da viagem. Mas descartou a necessidade de imunização massiva.

Não há nenhuma necessidade de vacinação em massa ou de vacinar toda a população desses estados, porque não há nenhuma epidemia, porque o que nós estamos fazendo está tecnicamente adequado, que é vacinação de bloqueio, orientação para quem está viajando, informação adequada à população.

O ministro destacou que tudo o que está sendo feito pelo governo brasileiro segue os princípios e políticas da Organização Mundial de Saúde (OMS).
 
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